Mapa de falhas e interrupções no serviço Amazon
O mapa de interrupções a seguir mostra os últimos locais em todo o mundo onde usuários do serviço Amazon relataram estar tendo problemas e interrupções. Se você estiver tendo problemas com o serviço Amazon e sua área não estiver listada, não deixe de de enviar uma reclamação abaixo
O mapa de calor acima mostra onde os relatórios de mídia social e enviados por usuários mais recentes estão agrupados geograficamente. A densidade desses relatórios é representada pela escala de cores conforme mostrado abaixo.
Usuários da Amazon afetados:
A Amazon (Amazon.com) é a maior varejista online do mundo e um provedor de serviços em nuvem proeminente. A empresa começou como um mercado online de livros, mas expandiu seus negócios para comercializar uma ampla variedade de bens de consumo e mídia digital, além de seus próprios dispositivos eletrônicos.
Locais mais afetados
Nos últimos 15 dias, as reclamações sobre interrupções e problemas tiveram origem em:
| Localização | Reclamações |
|---|---|
| Paris, Île-de-France | 17 |
| Troyes, ACAL | 2 |
| Hastings, England | 1 |
| Fareham, England | 1 |
| Isles of Scilly, England | 1 |
| Pierre-Bénite, Auvergne-Rhône-Alpes | 1 |
| Purley, England | 1 |
| Township of Evan, KS | 14 |
| Hammersmith, England | 2 |
| Halle (Saale), Saxony-Anhalt | 1 |
| North Port, FL | 1 |
| Miami, FL | 4 |
| Filer, ID | 1 |
| Belvidere, IL | 1 |
| Templeuve, Hauts-de-France | 1 |
| Minneapolis, MN | 2 |
| Apex, NC | 1 |
| Milwaukee, WI | 2 |
| Las Vegas, NV | 4 |
| Pune, MH | 3 |
| Longview, WA | 1 |
| Ashburn, VA | 6 |
| Millsboro, DE | 1 |
| Vancouver, BC | 3 |
| Milford, OH | 1 |
| Township of Bradley, AR | 1 |
| Rogers, AR | 1 |
| Xalapa de Enríquez, VER | 3 |
| Ione, CA | 1 |
| Newark, NJ | 3 |
Discussão da comunidade
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Reclamações sobre problemas no serviço Amazon
Reclamações sobre falhas, interrupções e problemas mais recentes nas redes sociais:
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SILVEIRA (@oLuizSilveira) relatou um problema@tominerando @amazonbrasil Agradeça por estar falando com um humano! A devolução da Amazon é 100x melhor q do Mercado Livre. (nunca tive problemas, sempre devolveram o dinheiro, mas é um saco)
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canseidissoaki (@desistidissoaki) relatou um problema@BrooklynGuyNBA concordo ctg, MAS NGM ESTÁ FALANDO DO MAIOR PROBLEMA, a amazon cagou para os brasileiros, um dos maiores públicos de nba fora dos eua e não fizeram a cobertura completa dos eua. Sobre a treta entre os 3, ngm sabe oq ocorreu de fato.
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O Contexto (@ocontextobra) relatou um problemaOs Correios cumprem uma função social indispensável para o país integrando todos os 5.570 municípios brasileiros pela via postal, sobretudo por chegar a locais isolados onde as empresas privadas não têm interesse em operar. No entanto, a realidade financeira bate à porta, e o erário não tem mais como sustentar prejuízos recorrentes. Não existe solução simples para problema complexo, mas penso que para salvar a estatal do colapso e manter seu papel social, é urgente uma modernização radical. O caminho sustentável para o futuro passa pela abertura de capital na Bolsa, tornando uma empresa de economia mista e tentar atrair investimento privado e governança profissional nos moldes do que já é feito com sucesso no Banco do Brasil e na Petrobras. Na ponta operacional, os Correios precisam parar de queimar caixa sustentando agências próprias, pesadas e deficitárias no interior. A solução prática é adotar o modelo descentralizado das grandes "logtechs": firmar parcerias com pequenos comércios e empresas de logística locais nas pequenas cidades, transformando-os em pontos de coleta e distribuição. É exatamente essa estratégia de capilaridade ágil que garante o sucesso de gigantes como Mercado Livre e Amazon hoje. Se não cortar o custo fixo na carne e adotar a eficiência do mercado privado não vejo um futuro promissor.
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🛸 (@MENTACXA) relatou um problema@profrodrigo Exatamente! a Amazon vem dando uns vacilos bem grandes, e tem vai ter muita gente deixando de comprar com eles. dentro de 6 meses é a segunda vez que me dá problema. no começo do ano me mandaram um livro com a capa rasgada e amassada.
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Lala💫 (@Lala_liii) relatou um problemaA fdp da Amazon sumiu com todos os meus livros do Kindle, daí eu fui ver e ainda tava no meu histórico de compras, esqueci de tirar print e fui contatar eles pra resolver meu problema.Fui ver novamente meu histórico de compras (uns 10 minutos dps)e simplesmente não estão mais la
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n✮na 💻 (@yumimizukii) relatou um problemaai vsf desde quando a tela de erro da amazon tem uma foto de cachorro do nada
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Lucas Bergamo (@LucasBergamo18) relatou um problema@brunofschulz @gustavonunesrio O jogo da Argentina tava travando no Youtube, troquei pra Amazon e não tive problemas.
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Rafael Nydan (@rnydan2030) relatou um problema@bielvaquer @sitef5 @folha Eu não vi o vídeo da Alana, mas acho que há um erro de interpretação ai: ele não debochou da jornalista. Ele deu uma porrada na Amazon. A Alana cobre os jogos de dentro do estádio?
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Don Bragança 🟨⬜️⬛️🐆 (@BTC_Chamber) relatou um problema@leandrozmaya Li a amostra estava super envolvido, fui comprar para terminar de ler, mas estou com problemas pra enviar minha documentação na Amazon e minha conta está bloqueada. Tem em algum outro lugar? Esse assunto eu acho muito fascinante, tenho alguns debates com ias sobre, estruturação social nesse mundo de abundância com as automações. O interesse nesses debates foram os gargalos encontrados. Produção energética e crescimento infinito em um sistema finito.
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nouser (@Semnick616) relatou um problema@bruno_ppg @shopee_br Ultimamente eu tô comprando só no mercado livre justamente por conta disso Tive problema com Amazon, terabyte e etc Mercado livre até agora não tive problemas
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𝒩𝒶𝓂𝒩𝒶𝓂ⁿᵃᵗⁱ⁷⊙⊝⊜🪭 (@NamNam_G) relatou um problema@becoHQs @amazonbrasil @AmazonHelp por favor, deem uma atenção a esse caso. Não parece normal zerar todas as comissões sem qualquer explicação clara. O suporte por email não está esclarecendo o problema e a pessoa precisa de uma resposta sobre o que aconteceu.
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𝒁𝒂𝒓𝒊 🤎 (@kittiebinnie) relatou um problemaEu sempre comprei na Amazon e nunca tive problemas mas comprei um carregador e simplesmente deu como entreguei e eu nao recebi
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Rob📖♟️📽️ (@Aojoaoj) relatou um problemaEu lembro de um dia dos namorados, que eu tava internado, eu ter comprado o presente só fim de julho pq tava sem dinheiro. Agosto eu não estava mais namorando. A Amazon devolveu meu dinheiro por falha na entrega. Eu sei que eu teria dado o presente mesmo assim.
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Joyce 💎✨ (@Joycesalle43867) relatou um problemaAchei um livro na Amazon chamado " Como Resolver Metade dos Seus Problemas" sabem o que eu fiz? Comprei 2.
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ipadasher (@ipadasher) relatou um problema*A Caixa de Sapatos que Vai Enterrar o Transistor (e Deixar a China Para Trás)* A Lei de Moore está morrendo. O transistor está morrendo. E a batalha pelo poder computacional do século vinte e um não será travada em Taipei, nem em Xangai, nem em Seul. Será travada numa câmara de metal na Bélgica, a uma temperatura que não existe em nenhum lugar natural do universo. Isso já está acontecendo. E quase ninguém percebeu ainda. Por cinquenta anos, a indústria de semicondutores teve uma única resposta para qualquer problema: encolha o transistor. Essa resposta funcionou tão bem que o mundo inteiro construiu sua civilização em cima dela. Cidades, economias, exércitos e sistemas financeiros, tudo dependendo de uma lei empírica e da promessa renovada a cada dois anos de que haveria mais poder computacional por menos dinheiro. Essa promessa chegou ao fim. A física não negocia. Os transistores modernos têm apenas alguns átomos de espessura. Não há mais muito espaço para onde mais encolher. E enquanto isso acontecia de forma silenciosa nos laboratórios, o mundo da inteligência artificial passou a exigir poder computacional numa escala que tornaria qualquer engenheiro das gerações anteriores literalmente incrédulo. O que vem agora não é uma melhoria incremental. É uma ruptura de paradigma. E ela vai redesenhar o mapa do poder global com uma precisão que nenhuma sanção comercial ou guerra tarifária conseguiria alcançar. *1. O Verdadeiro Custo da Inteligência Artificial* As pessoas imaginam que o custo da IA é pago em algoritmos e dados. Estão erradas. O custo real é pago em energia. Em calor. Em física elementar. Os maiores data centers de IA do mundo hoje precisam de usinas nucleares dedicadas exclusivamente para mantê-los funcionando. Não estou usando metáfora. Empresas como Microsoft, Google e Amazon estão literalmente negociando contratos com operadoras de usinas nucleares para garantir eletricidade suficiente para seus servidores. Por quê? Porque quando bilhões de sinais elétricos percorrem fios microscópicos de metal, os elétrons colidem contra átomos. Essa resistência gera calor. Em escala de data center, esse calor é monstruoso. A maior parte da energia consumida por um servidor moderno não serve para "pensar". Serve para resfriar o que foi aquecido pelo processo de pensar. A computação moderna é uma batalha é**** e permanente contra o calor. E estamos perdendo. Isso era tolerável quando a IA servia para responder perguntas em chatbots. Não é mais tolerável agora que a IA agêntica, aquela que age de forma autônoma, que busca dados, raciocina, toma decisões e aciona ferramentas em loops contínuos, passou a exigir que a informação se mova incessantemente, a velocidades cada vez maiores. O modelo atual de computação vai quebrar. A questão não é se. É quando. *2. A Morte do Transistor* A solução não é resfriar melhor o inferno. É eliminar o calor na origem. Certos materiais, quando resfriados abaixo de uma temperatura crítica, entram num estado onde a eletricidade flui com resistência zero (Niobio 🇧🇷). Nenhuma colisão. Nenhum atrito. Nenhum calor gerado. Esse fenômeno chama-se supercondutividade, e é conhecido pela física há mais de um século. O que mudou agora é que engenheiros descobriram como usá-lo para substituir o transistor. O transistor foi assassinado. Seu substituto tem um nome elegante: Junção Josephson. A estrutura é de uma simplicidade desconcertante. Dois materiais supercondutores separados por uma camada finíssima de material isolante, fina como alguns átomos. Em vez de sinais elétricos volumosos e energeticamente custosos, essa junção emite pulsos magnéticos minúsculos e precisos chamados Single Flux Quantum. Os números dessa substituição são difíceis de processar intuitivamente. Um transistor moderno opera com cerca de 500 milivolts. A Junção Josephson opera com 1 milivolt. Os processadores modernos lutam para sustentar 5 GHz. Os circuitos supercondutores já ultrapassaram 100 GHz. Mais rápido. Usando uma fração ínfima da energia. Gerando calor próximo de zero. *3. O Golpe de Mestre: Não é Computação Quântica* Aqui está o detalhe que separa essa tecnologia de tudo que você já ouviu sobre o futuro da computação. Ela usa efeitos da mecânica quântica. Ela exige temperaturas extremas. Mas não é computação quântica. Ela opera com bits clássicos. Zeros e uns. Sem superposição, sem emaranhamento, sem os problemas monumentais de correção de erros que tornam os computadores quânticos praticamente inúteis para aplicações gerais ainda por muitos anos. Isso significa uma coisa de importância civilizacional: cinquenta anos de software continuam funcionando. Nenhuma reescrita. Nenhuma reconversão de algoritmos. Nenhum período de transição traumático para a indústria global de software. Você pega o hardware existente de um data center, troca pelo hardware supercondutor e o mesmo software roda, apenas num chip que é ordens de grandeza mais rápido e eficiente. Esse é o golpe de mestre. É uma revolução que o mundo pode adotar sem precisar esquecer o que sabe. *4. O Paradoxo do Gelo* Há um custo. Seria ingênuo imaginar que não há. Para funcionar, o sistema precisa ser mantido a 4 Kelvin. Menos 269 graus Celsius. Alguns graus acima do zero absoluto, o ponto mais frio fisicamente possível no universo. Isso exige um equipamento chamado criostato, uma câmara de resfriamento ultra-precisa que, para o senso comum, torna toda a proposta aparentemente absurda. Você precisa de uma geladeira científica gigante para fazer seu computador funcionar? Mas aqui a matemática desfaz a intuição. Na escala dos data centers de IA atuais, a energia consumida pelo resfriamento de um sistema supercondutor é uma fração minúscula da energia que esse sistema economiza ao processar sem calor. A conta fecha com sobra. Fecha com sobra tão absurda que abre uma possibilidade hoje simplesmente impossível com transistores convencionais. Empilhamento tridimensional. Hoje, se você empilhar processadores convencionais um sobre o outro, eles fritam. O calor gerado por cada camada destrói as camadas adjacentes. Isso impõe uma limitação física brutal ao design de chips. Com supercondutores, o calor gerado é próximo de zero. Você pode empilhar placa sobre placa indefinidamente. A IMEC, o principal laboratório de pesquisa de semicondutores da Europa, sediado na Bélgica, modelou esse futuro com precisão. Um sistema de cem placas empilhadas. Dimensão total: uma caixa de sapatos. Esse objeto entregaria 20 Exaflops de poder computacional. Vinte vezes mais do que o maior supercomputador existente no mundo hoje. Consumindo 500 kilowatts, contra as centenas de megawatts que as fazendas de servidores atuais devoram. Uma melhoria de cem vezes na eficiência energética. Numa caixa de sapatos. Ainda estamos na fase de construção dos componentes fundamentais e da validação desses modelos. Mas o caminho técnico já está aberto. *5. A Bandeira Belga e as Patentes Americanas* Seria tentador ler o protagonismo da IMEC como uma vitória europeia numa batalha até agora travada exclusivamente entre americanos e chineses. Seria um erro. A IMEC opera em Leuven, na Bélgica. Mas suas descobertas fundamentais sobre a Junção Josephson, os processos que tornaram essa tecnologia industrialmente viável, repousam sobre uma estrutura densa de patentes americanas. A bandeira é belga. A soberania intelectual é americana. Isso não é um detalhe técnico. É a arquitetura do poder. O que os Estados Unidos construíram ao longo das últimas décadas não foi apenas superioridade manufatureira. Foi uma teia de propriedade intelectual tão abrangente que mesmo quando o trabalho científico acontece em outro continente, o controle permanece em Washington e em Silicon Valley. A IMEC pode estar em Bruxelas. Mas qualquer empresa que queira licenciar esses processos, qualquer fábrica que queira adotar essa tecnologia em escala industrial, terá de negociar com o aparato de patentes americano. Para a China, isso fecha a última porta que parecia estar entreaberta. A estratégia chinesa de décadas foi clara: copiar, engenharia reversa, absorver. Funcionou razoavelmente bem com transistores convencionais, onde os processos tinham décadas de existência e as brechas eram exploráveis. Não funcionará aqui. A supercondutividade clássica está sendo patenteada no momento em que é inventada, com uma velocidade que a China não consegue acompanhar e dentro de uma jurisdição que ela não controla. Pior: a China construiu sua ambição em semicondutores sobre um modelo de escala manufatureira. Tem centenas de milhares de engenheiros treinados para fabricar transistores em volume. Tem muito menos cientistas capazes de trabalhar na fronteira da física de materiais supercondutores. A escala industrial que Pequim levou décadas para construir torna-se um ativo irrelevante num jogo onde o que importa não é quantidade de fábricas, mas domínio de física fundamental. O bloqueio americano de semicondutores sempre foi apresentado como uma medida defensiva e temporária. Pode ser que seja, na verdade, uma cortina de fumaça atrás da qual o verdadeiro movimento estratégico estava acontecendo silenciosamente: garantir que o próximo paradigma completo da computação nascesse dentro do perímetro da propriedade intelectual americana, antes que a China percebesse que o jogo havia mudado. *6. O Fracasso Mais Valioso da História* Há uma ironia que merece atenção. A computação quântica foi anunciada há décadas como a revolução definitiva. Bilhões foram investidos. Empresas foram fundadas. Governos financiaram programas inteiros. E o resultado prático, até hoje, é modesto. Computadores quânticos existem, funcionam em condições extremamente controladas, e resolvem alguns problemas específicos com elegância. Mas a revolução comercial prometida ainda não chegou. Esse aparente fracasso pode ser o investimento mais importante que a civilização humana já fez. Porque computadores quânticos exigem os mesmos supercondutores. Os mesmos materiais. O mesmo ambiente de temperatura extrema. As mesmas técnicas de fabricação em escala. Ao construir a infraestrutura industrial para a computação quântica, empresas como a IBM, que está investindo bilhões em fábricas específicas em Nova York, estão construindo sem perceber exatamente a capacidade manufatureira que a lógica supercondutora clássica precisará para existir em escala global. A computação quântica pode não entregar o futuro que prometeu. Mas ela está construindo a fábrica onde o futuro real será produzido. É o maior acidente construtivo da história da tecnologia. *7. O Que Está em Jogo de Verdade* A inteligência artificial não é um produto. É infraestrutura. É o que a eletricidade foi no século vinte: quem controlar a geração controla a economia, a indústria e o poder militar. Um supercomputador de 20 Exaflops numa caixa de sapatos não é um gadget. É uma arma. É capacidade logística. É ruptura estratégica. Mas a dimensão mais perturbadora dessa tecnologia não é o poder bruto. É a mobilidade. Os data centers atuais são alvos. São estruturas gigantescas, visíveis em imagens de satélite, que exigem infraestrutura elétrica pesada e comunicações fixas. Num conflito de alta intensidade, são vulnerabilidades antes de serem ativos. Uma potência adversária sabe exatamente onde bombardear para cegar a IA militar inimiga. Uma caixa de sapatos com 20 Exaflops pode estar num navio. Pode estar num bunker subterrâneo. Pode estar num veículo em movimento. Pode ser replicada, distribuída, ocultada. A descentralização do poder computacional é simultaneamente a descentralização da resiliência estratégica. Os impérios do século vinte foram construídos sobre petróleo, aço e controle de rotas marítimas. Os impérios do século vinte e um serão construídos sobre quem consegue processar mais informação, com mais velocidade, consumindo menos energia, onde for necessário, quando for necessário, sem que ninguém saiba onde isso está acontecendo. Estamos na aurora desse novo mapa. Ele está sendo desenhado numa câmara de metal na Bélgica, com patentes americanas, a quatro graus acima do zero absoluto. O limite já não é o tamanho do transistor. O limite é o quão fundo os Estados Unidos estão dispostos a ir. E quão tarde a China percebeu que estava jogando o jogo errado.